Show Honoring Ismael Silva Returns to Rio de Janeiro Stages on November 13

Espetáculo em homenagem a Ismael Silva retoma a circulação no próximo dia 13

Professor samba fará 11 apresentações entre as zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro, com ingressos a preços populares

Imagem de apoio

Depois do sucesso de público e crítica nas primeiras temporadas, o espetáculo Professor Samba – Uma Homenagem a Ismael Silva circulará por quatro aparelhos culturais do Rio de Janeiro, entre os meses de outubro e dezembro. Após 04 apresentações no Teatro João Caetano, a peça chega para dois finais de semana no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes (13, 14, 27 e 28/11) e outras três apresentações no Teatro Mário Lago, na Vila Kennedy (dias 20, 21 e 22/11). Em dezembro encerra a circulação no Imperator, no Méier (dias 10,11,12 e 18). Todos equipamentos são da FUNARJ.

A montagem saúda um dos nomes ilustres da música brasileira: Ismael Silva (1905 − 1978). Esse sambista carioca também é um dos fundadores da Escola de Samba Deixa Falar, em 1928 – a primeira agremiação desse tipo que, anos depois, se tornaria a tão conhecida Estácio de Sá.

A trama se desenvolve com o personagem apresentando ao público uma roda de samba, ambientada nas Esquinas do Bairro do Estácio e na Lapa das décadas de 20 a 50, recheada de muitas histórias, muita música e a boa “malandragem”, característica da boemia carioca, contando as passagens da vida de Ismael e passeando por fatos importantes da nossa cultura popular e do histórico cenário carioca da época.

Com autoria de Ana Velloso, que dirige o espetáculo ao lado de Édio Nunes, a peça venceu o prêmio APTR de Coreografia (Édio Nunes e Milton Filho) , e conta com três atores que se revezam dando vida ao personagem-título: Édio Nunes, que foi indicado como melhor ator no Prêmio Shell, Jorge Maya e Milton Filho.

Com muita versatilidade, eles “reencarnam” Ismael Silva e ainda se desdobram em diversas outras figuras, contando a história do “Professor Samba”, transitando por fatos importantes da sociedade, no contexto da época – na qual esse gênero se renova, resiste, luta contra preconceitos e permanece vivo e forte, tanto tempo após sua saída da Casa da Tia Ciata (1854 – 1924), para conquistar o mundo.

“A transformação do samba, os blocos de carnaval, a virada para a criação da Escola de Samba, o pulsar da bateria, a criação da estrutura não só musical, mas de organização daqueles blocos, cordões, a evolução do maxixe para o samba, são sedimentações feitas a partir do envolvimento de Ismael e seus contemporâneos que transformaram o samba na potência do Rio, num estilo musical que transcende, que é estilo de vida, de cultura, e sociedade que desenha a figura da malandragem, da cabrocha, da cadência, do que se tornou símbolo não só do território fluminense, mas de um país. Assim como o futebol, o Brasil é a terra do samba a partir dele e de outros artistas representados na peça”, diz Édio Nunes.

“A cultura do povo preto que foi abraçada, mas que este mesmo povo sempre foi colocado de lado. Vidas e histórias como a dele, merecem ser contadas, cantadas e reverenciadas’’, completa o diretor.

O artista argumenta que a peça também é uma forma de chamar a atenção da sociedade para não esquecer de nomes tão importantes que ajudaram a transformar a cultura nacional, mesmo com o peso do estigma social e racial, batalhas travadas, ainda na atualidade.

“Professor Samba – Uma Homenagem a Ismael Silva conta a história de um homem, artista, negro, favelado, que mostra que tem talento e que pode ter o espaço dele por merecimento, ser valorizado. Algo não tão distante da realidade atual. É o nosso caso. Somos três artistas pretos, transitamos de maneira multifacetada pela arte. Eu, Jorge e Milton possuímos uma carreira extensa com mais trinta anos fazendo isso, e todos os dias temos que provar que podemos, que somos capazes, nada vem fácil, nós criamos, produzimos, colocamos espetáculos nos palcos, temos outros trabalhos além viver da arte para nos mantermos. Estamos sempre na corda bamba, lutando para manter-se de pé, com trabalho, com dignidade. Os aplausos acontecem, mas como os sambistas que interpretamos, vivemos a instabilidade, à parte. Para os artistas pretos, a luta é contínua. Ismael e os demais sambistas, artistas que vieram antes nós, já travavam essa batalha, de ser e viver da arte e deixar um legado. Defender a cultura e o pão de cada dia. Brigar para não cair no esquecimento’’, acrescenta o ator.

Para Ana Velloso, o espetáculo também tem como objetivo fazer uma reflexão sobre a descolonização dos corpos pretos. “Entendemos, Édio e eu, que precisávamos extrapolar o objetivo inicial, de contar a história do sambista do Estácio, que foi um dos criadores da primeira escola de samba. Queríamos traçar um paralelo entre passado, presente e futuro, discutir problemas humanos, enfatizar que corpos negros são corpos políticos, que não podem ser dissociados de sua realidade histórica, social e cultural. Para alcançar esse objetivo, inseri na dramaturgia traços da vida dos atores, que também compõem a cena, ajudando a contar a história de tantos ‘Ismaeis’, artistas brasileiros, negros, que dedicaram suas vidas à construção da nossa cultura”, pontua a autora e diretora.

Ismael Silva (14/09/1905 −14/03/1978)

Nascido em Niterói, Ismael Silva, caçula de um cozinheiro e de uma lavadeira, mudou-se com a mãe e os quatro irmãos para o Rio de Janeiro, após a morte precoce do pai. No Rio Comprido, bairro vizinho ao Estácio, o menino tornou-se o melhor aluno da escola. Começou na rua o interesse pelo samba. O primeiro, Já desisti, ele compôs aos 14 anos de idade. Muito jovem começou a frequentar os bares do Estácio, onde os sambistas se reuniam. Lá conheceu Francisco Alves, um dos principais cantores da época, que procurou o jovem para gravar seus sambas. O compositor aceitou e, ao lado de Nilton Bastos e Francisco Alves, integrou uma das mais famosas parcerias da música popular brasileira, o trio Os Bambas do Estácio.

Ismael foi um dos fundadores da primeira Escola de Samba do Brasil, a Deixa Falar, em 1928, que depois virou a Estácio de Sá. Tornou-se parceiro frequente de Noel Rosa. Mas, após a morte do amigo, em 1937, Ismael passou por momentos de extrema dificuldade: foi preso por uma briga de bar, teve problemas financeiros e ficou um tempo isolado. A volta triunfal ocorreu em 1950, quando seu samba Antonico foi gravado por Alcides Gerardi, com grande sucesso.

Nas décadas de 60 e 70, foi reverenciado por diversos artistas como Chico Buarque, Vinícius de Moraes e os integrantes do Zicartola. A vida de Ismael, cheia de altos e baixos, e sua obra genial, são a inspiração de nossa homenagem. O artista morreu em março de 1978, aos 73 anos, deixando mais de cem composições, que fazem parte da cultura musical brasileira.

Autora premiada

Atriz, produtora e autora, Ana Velloso participou de espetáculos como Dolores (direção De Bonis), Clara Nunes – Brasil Mestiço (Dir. Gustavo Gasparani), Estatuto da Gafieira e Vianinha (ambos dirigidos por Aderbal Freire Filho), Aurora da Minha vida (dir. Naum Alves de Souza), A Revista do ano (dir. Sergio Modena) e Sambra – 100 Anos de Samba (dir. Gustavo Gasparani) entre outros. Assinou, em parceria com Vera Novello, as peças: Você não passa de uma Mulher, Rio de que sempre Rio, Atlântida – O reino da Chanchada, Clara Nunes – Brasil Mestiço, Estatuto da Gafieira e É a Mãe.

Idealizadora e autora da trilogia Sambinha, Bossa Novinha e Forró Miudinho, recebeu o prêmio de melhor autora por Sambinha e Forró Miudinho. Ganhou premiação similar, ao lado de Vera Novello, pelo musical O Choro de Pixinguinha. Foi indicada ao prêmio de melhor Autora por Kid Morengueira – Olha o Breque!, juntamente com Andrea Fernandes, e Atlântida – Uma Comédia Musical, com de Vera Novello. Autora da série Brasileirinho, estreou na TV em 2025. É autora e foi produtora do espetáculo Copacabana Palace – O Musical, com estreia em 2021, no Teatro Copacabana Palace.

Serviço:

“Professor Samba – Uma homenagem a Ismael Silva”

13,14, 27 e 28 de Novembro às 19h

Teatro Armando Gonzaga – Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Marechal Hermes, Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 5,00 (inteira) / R$ 2,50 (meia)

20, 21 e 22 de Novembro às 19h

⁠Teatro Mário Lago – R. Jaime Redondo, 2 – Vila Kennedy, Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 5,00 (inteira) / R$ 2,50 (meia)

10, 11, 12 e 18 de Dezembro às 19h

⁠IMPERATOR – R. Dias da Cruz, 170 – Méier, Rio de Janeiro

Ingressos: R$ 5,00 (inteira) / R$ 2,50 (meia)

Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Angelica Zago
Assessora de Comunicação

Credito Foto

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Show Honoring Ismael Silva Returns to Rio de Janeiro Stages on November 13

“Professor Samba” to present 11 performances across Rio’s North and West Zones, with affordable ticket prices

After achieving both public and critical acclaim in its previous seasons, the play “Professor Samba – A Tribute to Ismael Silva” will once again tour through four cultural venues in Rio de Janeiro between October and December. Following four successful performances at Teatro João Caetano, the production now moves to Teatro Armando Gonzaga in Marechal Hermes (Nov. 13, 14, 27, and 28) and Teatro Mário Lago in Vila Kennedy (Nov. 20, 21, and 22). The final leg of the tour takes place in December at the Imperator in Méier (Dec. 10, 11, 12, and 18). All venues are part of the FUNARJ network.

The show pays homage to one of Brazil’s great musical icons: Ismael Silva (1905–1978) — the legendary samba composer and one of the founders of Deixa Falar in 1928, the first official samba school, which would later become the renowned Estácio de Sá.

Set in the heart of Estácio and Lapa from the 1920s to the 1950s, the story unfolds as the main character invites the audience into a roda de samba, blending music, storytelling, and the charm of Rio’s bohemian “malandragem.” It celebrates Ismael’s life while revisiting key moments of Brazil’s popular culture and the historic samba scene of the time.

Written by Ana Velloso, who also co-directs alongside Édio Nunes, the play won the APTR Award for Best Choreography (Édio Nunes and Milton Filho). Three actors take turns portraying the title character: Édio Nunes — also a Shell Award nominee for Best Actor — Jorge Maya, and Milton Filho.

With great versatility, the trio “reincarnates” Ismael Silva and embodies several other figures, telling the story of Professor Samba through pivotal social and cultural moments. The play reflects on the evolution of samba — from its Afro-Brazilian roots in Tia Ciata’s house (1854–1924) to its transformation into a national and global phenomenon.

“The transformation of samba, the carnival blocks, the creation of the first samba schools, the beat of the drums — all of that was built by Ismael and his contemporaries,” explains Édio Nunes. “They turned samba into the heartbeat of Rio, a musical genre that transcends art — it’s a way of life, a culture, and an identity that became a symbol not only of Rio but of Brazil itself.”

Director Édio also adds:

“It’s the culture of the Black people — embraced by the nation but so often pushed aside. Lives and stories like his deserve to be told, sung, and honored.”

He further emphasizes that the play serves as a reminder to value the legacy of Black artists who helped shape Brazilian culture despite the weight of social and racial inequality:

“Ismael Silva’s story is that of a Black man from the favela who proved his worth through talent and perseverance — a struggle that remains alive today. We, as three Black artists with long careers, still face challenges to survive and be recognized in the arts. Like Ismael and the samba masters before us, we fight daily to live from our craft with dignity and not be forgotten.”

Playwright Ana Velloso explains that the piece also aims to reflect on the decolonization of Black bodies:

“Édio and I wanted to go beyond simply narrating the story of a samba legend. We wanted to draw a bridge between past, present, and future — to discuss human issues and emphasize that Black bodies are political bodies, inseparable from their social, cultural, and historical realities. That’s why we included aspects of the actors’ own lives in the narrative — to tell not only Ismael’s story but that of so many other Black Brazilian artists who helped build our culture.”

About Ismael Silva (Sept 14, 1905 – Mar 14, 1978)

Born in Niterói, Ismael Silva was the youngest child of a cook and a laundress. After his father’s early death, he moved with his mother and siblings to Rio de Janeiro. Living near Estácio, he excelled in school and soon developed a passion for samba. He composed his first song, Já Desisti, at age 14 and began frequenting Estácio’s bars, where samba artists gathered. There he met Francisco Alves, one of the era’s most popular singers, who recorded several of his compositions. Alongside Nilton Bastos and Francisco Alves, Ismael formed the famous trio Os Bambas do Estácio.

In 1928, Ismael co-founded Deixa Falar, Brazil’s first samba school, which later became Estácio de Sá. A frequent collaborator of Noel Rosa, Ismael faced hardship after Noel’s death in 1937 — including financial struggles and imprisonment after a bar fight. His triumphant return came in 1950 with Antonico, recorded by Alcides Gerardi.

During the 1960s and 1970s, Ismael was celebrated by artists such as Chico Buarque, Vinícius de Moraes, and members of Zicartola. His life, full of highs and lows, and his brilliant musical legacy inspire this tribute. He passed away in 1978 at age 73, leaving over a hundred compositions that remain vital to Brazilian music history.

About the Author

Actress, producer, and playwright Ana Velloso has participated in acclaimed productions such as Dolores (dir. De Bonis), Clara Nunes – Brasil Mestiço (dir. Gustavo Gasparani), Estatuto da Gafieira and Vianinha (both directed by Aderbal Freire Filho), Aurora da Minha Vida (dir. Naum Alves de Souza), A Revista do Ano (dir. Sergio Modena), and Sambra – 100 Anos de Samba (dir. Gustavo Gasparani). She co-wrote plays including Você Não Passa de uma Mulher, Rio de que Sempre Rio, Atlântida – O Reino da Chanchada, and É a Mãe (with Vera Novello).

Creator of the children’s musical trilogy Sambinha, Bossa Novinha, and Forró Miudinho, Ana won multiple Best Playwright awards, including for O Choro de Pixinguinha and Kid Morengueira – Olha o Breque!. Her TV debut came in 2025 with the series Brasileirinho. She also wrote and produced Copacabana Palace – O Musical, which premiered in 2021 at Teatro Copacabana Palace.

Show Details

“Professor Samba – A Tribute to Ismael Silva”

🗓 Nov. 13, 14, 27, and 28 at 7 p.m.
📍 Teatro Armando Gonzaga — Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511, Marechal Hermes, Rio de Janeiro
🎟 Tickets: R$ 5 (full) / R$ 2.50 (half)

🗓 Nov. 20, 21, and 22 at 7 p.m.
📍 Teatro Mário Lago — R. Jaime Redondo, 2, Vila Kennedy, Rio de Janeiro
🎟 Tickets: R$ 5 (full) / R$ 2.50 (half)

🗓 Dec. 10, 11, 12, and 18 at 7 p.m.
📍 Imperator — R. Dias da Cruz, 170, Méier, Rio de Janeiro
🎟 Tickets: R$ 5 (full) / R$ 2.50 (half)

⏱ Duration: 80 minutes
🔞 Age rating: 14+

Angélica Zago
Press Officer

📸 Photo Credit

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