Luana Bandeira transforma memória do Carnaval em fantasia na Sapucaí

Luana Bandeira transforma memória do Carnaval em fantasia na Sapucaí
Musa da Viradouro entra na avenida homenageando momento histórico de Luciana Sargentelli com Mestre Ciça
Faltam poucas horas para Luana Bandeira pisar na Marquês de Sapucaí pelo desfile da Unidos do Viradouro. Musa da escola neste Carnaval, ela revelou a fantasia que levará para a avenida, criada a partir de um dos momentos mais emblemáticos da história do samba: a passagem de Luciana Sargentelli pela Sapucaí em 1992, quando, à frente da bateria comandada por Mestre Ciça, seguiu sambando mesmo com os pés feridos, em uma demonstração extrema de entrega e amor ao Carnaval.
A fantasia resgata essa imagem como símbolo de resistência, garra e devoção à festa, traduzindo visualmente a força de quem faz o samba acontecer com o próprio corpo, muitas vezes longe dos holofotes, mas no centro da história. “Essa fantasia fala de coragem e de entrega. A Luciana representa uma geração que viveu o Carnaval de forma visceral, sem limites quando o assunto era o amor pelo samba”, afirma Luana. “Carregar essa memória hoje é uma responsabilidade enorme.”
Inserida em um enredo que homenageia o Mestre Ciça e sua trajetória no Carnaval, a representação ganha ainda mais camadas simbólicas. “O Ciça estava ali naquele momento, conduzindo a bateria, fazendo a avenida pulsar. Ele é parte dessa história e de tantas outras que construíram o Carnaval que a gente conhece hoje”, destaca. “Essa fantasia une essas memórias, é uma honra estar representando um momento de tanta força e amor ao samba.”
Às vésperas, ou melhor, a poucas horas do desfile, a emoção toma conta. “A Sapucaí nunca é só mais um lugar. Cada vez que a gente entra, entra com a história inteira junto. Hoje, entro pensando na Luciana, no Ciça, e em tudo o que eles representam para o samba”, revela.
Para Luana, o desfile desta noite é mais do que uma apresentação. “Quando eu piso na avenida, não piso sozinha. Levo comigo histórias que precisam ser lembradas, respeitadas e celebradas.”, finaliza a musa.
Reprodução: Divulgação
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