Kátia Preta celebra 37 anos de carreira com o lançamento do álbum autoral “Sou Eu”

Kátia Preta celebra 37 anos de carreira com o lançamento do álbum autoral “Sou Eu”

O lançamento digital acontece no dia 13/03 em todas as plataformas

Quatro shows marcam o lançamento: 13/03 na Arena Fernando Torres; 19/03 no Teatro Sérgio Porto; 26/03 no Centro de referência da música carioca Artur da Távola e em 30/04 no Teatro Rival

​RIO DE JANEIRO – Após 37 anos de uma carreira sólida e respeitada, acompanhando ícones da música brasileira, a trombonista e cantora Kátia Preta Nascimento apresenta ao mundo o seu projeto mais íntimo e ambicioso: o álbum “Sou Eu”. O trabalho, que chega às plataformas digitais na próxima sexta-feira (13/03), é a síntese da trajetória de uma mulher negra, vinda do subúrbio do Rio de Janeiro, que quebrou barreiras ao se tornar uma das primeiras trombonistas do país.

O Som: A Gafieira encontra a Modernidade

“Sou Eu” não é apenas um disco de samba; é uma fusão sofisticada. O álbum propõe um diálogo entre os bailes tradicionais de gafieira e a sonoridade contemporânea. No repertório, Kátia traz melodias e arranjos autorais que passeiam por uma rica diversidade de ritmos: do ijexá e afoxé ao soul, funk, charme e bolero. Claro, o samba é o fio condutor, aparecendo em vertentes como o samba rock, sambalanço e partido alto.

O título “Sou Eu” não é apenas um agradecimento a sua ancestralidade, ao universo é também uma afirmação de identidade, é um reflexo da maturidade como artista e trombonista. Após décadas a acompanhar grandes nomes da MPB, Kátia coloca o seu trombone e a sua voz no centro da cena. O espetáculo mistura música instrumental e cantos em poesia e relatos de vida, celebrando a sua posição como uma das primeiras mulheres a tocar trombone no Brasil e pioneira profissionalmente no mundo dos bailes, shows, gravações e rodas de samba.

​A Origem Espiritual e Criativa

Kátia conta que a música-tema, também chamada “Sou Eu”, surgiu de forma quase mística. Ela teve um sonho em que ouvia uma voz a dizer repetidamente “Sou eu, sou eu”. Ao acordar, gravou a melodia imediatamente no telemóvel. Para ela, a canção é um agradecimento à natureza, à divindade e ao universo. A letra (que ela mesma escreveu após um período de inspiração poética) fala sobre uma “divindade que a natureza criou para ser nossa luz”, trazendo uma mensagem de proteção e ancestralidade.

​Mistura de Ritmos (Sonoridade)

O espetáculo é uma “fusão” que reflete as diferentes escolas por onde ela passou:

Ancestralidade: Presença forte de ijexá, afoxé, jongo
Modernidade: Charme, samba funk, hip hop
Baile e Gafieira: Influências de soul, funk e samba, ritmos que ela domina desde a sua formação em bandas de baile e orquestras.
Choro: Homenagens aos mestres do trombone e do choro, como Raul de Souza, Zé da Velha, Raul de Barros e Paulo Moura.
​Repertório e Formação

Além de composições autorais como “Sou Eu” e “Afoxé Samba”, “Gravão”, “Quero mais”, trazendo a diversidade de ritmos o show costuma incluir temas que homenageiam as suas referências (como João Bosco, Djavan, João Donato, Baden, Vinícius).
Num concerto recente no Instrumental Sesc Brasil, ela apresentou a música “Papipapã”, cujo nome também surgiu de uma onomatopeia que ela ouvia mentalmente enquanto compunha, mostrando o seu processo criativo muito ligado à intuição sonora.

Trajetória e Protagonismo

A jornada na música vem de berço, neta de fundadores da escola de samba Unidos da Cabuçu, já ouvia e acompanhava com sua flauta e instrumentos de percussão as rodas da família em sua casa e de amigos, aos 15 anos entrou para a antiga Funabem, em Quintino para aprender seu instrumento profissional o trombone. Hoje, com bagagem internacional e passagens por palcos como o Instrumental Sesc Brasil e o programa Cena Instrumental (TV Brasil), ela assume o centro do palco não apenas como instrumentista, mas como compositora e intérprete.

​Ficha Técnica de Peso
Para dar vida a esse som único, Kátia se cerca de uma banda e equipe técnica de excelência, incluindo nomes como:
Produção musical e orquestração: Rodrigo Braga
Produção executiva: Georgia Camara
Produção técnica: João Vicente Poças (técnico de áudio/sonorização), Anderson Pupu (roadie), Jorge Kunta (iluminador), Andréia Mesquita (fotografia/produção)
Base rítmica: Eduardo Guerra (bateria), Thiago Nascimento (bateria e percussão) e Jurandy Ribeiro (percussão)
Harmonia e Cordas: Vanessa Rodrigues (piano), Ademir Bruzaka (contrabaixo) Rogério Santos (violão) e Daniel Delavusca (cavaquinho).
Metais e Sopro: Vander Nascimento (trompete/flugelhorn) e Leonardo Bernardo (saxes/flauta).
E alguns convidados especiais na cena instrumental brasileira.

​Circulação e Shows
Aprovado pelo edital Sesc Pulsar, o projeto já circulou por diversas unidades do Rio de Janeiro. Para celebrar o lançamento do álbum, a artista realiza uma série de quatro shows especiais, levando ao público a energia contagiante e o balanço que marcam essa nova fase.

Serviço
Lançamento do álbum “Sou Eu” – Kátia Preta
Data: 13 de março de 2026.
Onde: Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube.

Sobre Kátia Preta:
Kátia Preta Nascimento é uma das figuras mais emblemáticas da música brasileira contemporânea. Sua trajetória é marcada pelo pioneirismo: ela foi uma das primeiras mulheres no Brasil a romper a barreira de género no trombone de vara, um instrumento historicamente restrito aos homens. Cria do Lins e formada na efervescência cultural do subúrbio carioca, Kátia iniciou os seus estudos aos 15 anos na banda da Escola Funabem (atual Faetec). A sua formação sólida passou pelo Conservatório Brasileiro de Música e pelo aprendizado com mestres como o professor Oscar Brum (OSB) Jaques, Constancio, Serjão. Ao longo de quase quatro décadas, Kátia construiu uma bagagem musical que transita com naturalidade entre o rigor das orquestras, bandas populares e a malandragem da gafieira. A sua versatilidade levou-a a integrar a Orquestra do Maestro Cipó Orquestra da Petrobrás onde conheceu, maestro Nelsinho, Zuza e o lendário Raul de Souza, refinando sua interpretação, o balanço e a improvisação que tornaram o seu toque inconfundível.
Participou de outras bandas populares como a Banda Caixa Preta, onde gravou dois álbuns de Jongo contemporâneos. Fez várias aparições em programas de TV, como Globo Repórter, Programa do Jô, acompanhou artistas como MPB4, Armandinho, Leila Maria, Sergio Loroza, B Negão. Uma curiosidade: O nome Kátia Preta vem do tempo em que tocava com a banda e o amigo e produtor musical Rodrigo Braga integrante a chamava de Kátia Preta e apelido feito dessa junção pegou nas areias de Ipanema juntamente com os integrantes do Farofa Carioca. Em sua trajetória colaborou com gigantes como Seu Jorge, Banda Blitz, Luiz Ayrão, Áurea Martins e Zé Ramalho, Carlos Dafé, Gerson King Combo. Essa experiência acumulada em turnês internacionais e grandes palcos fez dela uma “clínica geral” dos metais, capaz de imprimir identidade tanto no choro quanto no jazz ou no pop.
Além da excelência técnica, a sua carreira é pautada pelo ativismo cultural e pelo fortalecimento do protagonismo feminino. Kátia fundou a banda feminina Encanto na Folia, tricampeã dos concursos de bailes da Riotur, e a roda de samba Tem Preta na Roda, apadrinhada por ícones como Tia Surica. A sua atuação estende-se ao campo pedagógico, onde atua como mestre e inspiradora de novas gerações de mulheres instrumentistas em blocos e projetos sociais. Com o álbum “Sou Eu”, Kátia Preta deixa de ser a solista de suporte para assumir o protagonismo total da sua obra, reafirmando que o trombone, nas suas mãos, é uma extensão potente da sua voz e da sua ancestralidade negra.

​Seu álbum só foi possível ser realizado pelo apoio do edital “Fluxos Fluminenses” da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal, Ministério da Cultura e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Assessoria de imprensa:
Renata Rodrigues

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