Neguinho da Beija-Flor cumpre agenda especial no primeiro Carnaval após 50 anos como intérprete da escola de Nilópolis

Neguinho da Beija-Flor cumpre agenda especial no primeiro Carnaval após 50 anos como intérprete da escola de Nilópolis
Neguinho da Beija-Flor estreia um novo capítulo de sua trajetória no Carnaval 2026. No primeiro ano após deixar o posto de intérprete oficial da Beija-Flor, função que exerceu por cinco décadas, o sambista cumpre uma agenda especial que inclui Rio de Janeiro, São João del-Rei, Piraí, Belém do Pará e a abertura do desfile da gigante de Nilópolis na Marquês de Sapucaí como convidado especial ao lado de Anísio Abraão David.
Aos 76 anos, Luiz Antônio Feliciano Neguinho da Beija-Flor Marcondes atravessa a folia em um novo lugar: sem a função fixa no carro de som da escola que marcou sua história, mas presente nos principais palcos do Carnaval brasileiro, celebrando seu legado e reafirmando sua história como uma das maiores vozes da cultura popular do país.
Antes mesmo da chegada oficial da folia, Neguinho dá início a sua agenda no domingo, 8 de fevereiro, como convidado do Samba de Caboclo, a partir das 14h, no Quintal do Terreiro, em Realengo. Na sexta-feira de Carnaval, 13 de fevereiro, Neguinho segue para São João del-Rei (MG), onde é a principal atração do Carnaval Cultural da cidade. Em 2026, a festa propõe um resgate do Carnaval de antigamente, valorizando escolas de samba e blocos tradicionais.
Mais do que um show, a apresentação de Neguinho integra uma celebração da identidade local. Ao lado da participação especial da União da Ilha do Governador, o sambista transforma o centro histórico em um espaço de encontro, memória, alegria e diversidade, reafirmando o Carnaval como expressão viva da cultura brasileira e da identidade são-joanense.
Na segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro, a agenda ganha contornos ainda mais emocionantes. Neguinho se apresenta em Piraí (RJ) e, na sequência, retorna à Marquês de Sapucaí para o desfile da Beija-Flor, em um dos momentos mais simbólicos de sua trajetória recente.
A convite da escola, o sambista abre o desfile ao lado de Anísio, em um gesto que simboliza continuidade, respeito e reverência a uma trajetória que ajudou a construir a identidade sonora do Carnaval carioca.
“É um reencontro com a Avenida sob outra perspectiva, guiado pela emoção, pela memória e pela gratidão. Vai ser um momento de viver o desfile de uma outra forma e acompanhar a nova geração da Beija-Flor escrevendo sua própria história”, afirma Neguinho.
Mas não para por aí. Na terça de Carnaval, 17, é a vez de Belém do Pará festejar com o seu show em Acará. O Carnaval 2026 simboliza uma virada histórica na trajetória de Neguinho da Beija-Flor. Após cinco décadas como intérprete da escola, ele vive a folia sem a função fixa no carro de som, mas sem abrir mão de seu protagonismo e presença ativa nos principais palcos do Carnaval brasileiro.
Sobre Neguinho da Beija-Flor
Luiz Antônio Feliciano Marcondes, o Neguinho da Beija-Flor, nasceu na Casa da Mãe Pobre, em Vila Isabel, e cresceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Filho de um padeiro músico e de uma diarista, entrou cedo no universo do samba. Ainda jovem passou pelo Leão de Iguaçu e, em 1975, integrou a Beija-Flor; no ano seguinte, estreou na avenida cantando Sonhar com Rei Dá Leão, samba que levou a escola ao título. Ao longo da carreira gravou mais de 30 discos e é autor de sucessos como O Campeão, Deusa da Passarela e Negra Ângela.
JB Comunicação e Marketing
Amanda Santiago
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