Sonho do Beija-Flor Requires Study on School Personalities and Law 10.639 for Children to Parade in 2026

*Sonho do Beija-Flor exige estudo sobre personalidades da escola e Lei 10.639 para crianças desfilarem em 2026*
A Escola Mirim Sonho do Beija-Flor, iniciativa formadora da Beija-Flor de Nilópolis, anunciou uma importante novidade para o desfile de 2026: para participar, as crianças deverão cumprir um pré-requisito pedagógico. Além dos ensaios e da preparação artística, será necessário estudar a história da escola desde sua fundação, conhecer personalidades marcantes do pavilhão nilopolitano e se aprofundar na Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas de todo o país.
Mais do que formar sambistas, o Sonho do Beija-Flor quer formar cidadãos conscientes, orgulhosos de sua ancestralidade, de sua cultura e do antirracismo.
As crianças vão conhecer figuras centrais da trajetória da Beija-Flor, como Joãosinho Trinta, mestre Laíla, Neguinho da Beija-Flor, Cabana, Tia Nadir, Juju Maravilha, Élcio PV, Pinah, Marlene Sennas, entre outras lideranças que ajudaram a construir a grandiosidade da azul e branca de Nilópolis.
Como parte do projeto, serão distribuídas cartilhas educativas que abordarão a Lei 10.639 e a história da escola, com foco no letramento racial e na valorização da cultura afro-brasileira. As atividades contarão com o apoio de professores da rede pública municipal de Nilópolis, que atuarão de forma voluntária nas ações formativas com as crianças.
Uma dessas educadoras é Márcia Cristina Barbosa, professora de Língua Portuguesa e Literatura na rede pública municipal de Nilópolis, que celebra sua participação na iniciativa: “Tenho imenso orgulho de participar junto às crianças do Sonho do Beija-Flor. Penso que o letramento antirracista é o caminho para transformar o nosso país na igualdade racial desde a primeira infância. O samba, assim como a escola, são agentes de transformação, de fala e de escuta coletiva. Uma pedagogia que transforma vidas em ritmos e sons.”
“Não basta encantar na avenida. É preciso saber de onde viemos, a hierarquia do samba, respeitando e agradecendo a todos que chegaram primeiro. Eles precisam se orgulhar por fazer parte desse território e da nossa cultura de resistência cultural”, completa Selminha Sorriso, presidente da escola mirim e referência no trabalho com a juventude de Nilópolis.
Com essa proposta, o Sonho do Beija-Flor se firma como um projeto de formação cultural, política e afetiva. Em Nilópolis, o samba segue sendo um ato de resistência — e a educação, o tambor que anuncia um futuro mais justo.
ASCOM BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS
Credito Foto
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Sonho do Beija-Flor Requires Study on School Personalities and Law 10.639 for Children to Parade in 2026
The children’s samba school Sonho do Beija-Flor, an educational initiative of Beija-Flor de Nilópolis, has announced an important new requirement for its 2026 parade: in order to participate, children must meet a pedagogical prerequisite. In addition to rehearsals and artistic preparation, they will be required to study the school’s history since its founding, learn about prominent figures who have marked the legacy of Beija-Flor, and delve into Law 10.639/2003, which made the teaching of Afro-Brazilian and African history and culture mandatory in schools throughout Brazil.
More than just training young samba dancers, Sonho do Beija-Flor aims to form conscious citizens, proud of their ancestry, their culture, and committed to anti-racism. The children will learn about key figures in Beija-Flor’s trajectory, such as Joãosinho Trinta, Mestre Laíla, Neguinho da Beija-Flor, Cabana, Tia Nadir, Juju Maravilha, Élcio PV, Pinah, Marlene Sennas, among other leaders who helped build the greatness of the blue and white from Nilópolis.
As part of the project, educational booklets will be distributed to the children, addressing Law 10.639 and the school’s history, with a focus on racial literacy and the appreciation of Afro-Brazilian culture. The activities will be supported by public school teachers from Nilópolis, who will volunteer in the educational sessions with the children.
One of these educators is Márcia Cristina Barbosa, a Portuguese Language and Literature teacher in the Nilópolis municipal school system, who celebrates her participation in the initiative:
“I’m extremely proud to be part of this with the children of Sonho do Beija-Flor. I believe anti-racist literacy is the path to transforming our country into a racially equal nation, starting in early childhood. Samba, like school, is a powerful agent of transformation, a space for collective dialogue and listening. It’s a pedagogy that transforms lives into rhythm and sound.”
“It’s not enough to simply dazzle on the avenue. You have to know where you come from, the hierarchy of samba, and respect and thank those who came before. The children need to be proud of belonging to this territory and to our culture of resistance,” adds Selminha Sorriso, president of the children’s school and a reference in youth engagement in Nilópolis.
With this proposal, Sonho do Beija-Flor establishes itself as a project of cultural, political, and emotional formation. In Nilópolis, samba continues to be an act of resistance — and education, the drum that announces a fairer future.
ASCOM BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS
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