Espetáculo ‘Na Casa do Rio Vermelho’ celebra 10 anos com temporada no Centro Cultural Justiça Federal  

Espetáculo ‘Na Casa do Rio Vermelho’ celebra 10 anos com temporada no Centro Cultural Justiça Federal  

Em 2026, o espetáculo “Na Casa do Rio Vermelho – O Amor de Zélia e Jorge” atinge a marca histórica de dez anos em cartaz. Para celebrar esta década de trajetória, a montagem protagonizada por Luciana Borghi inicia uma temporada especial no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), com estreia no dia 02 de maio. As apresentações ocorrem sempre aos sábados e domingos, às 16h.

Com texto e direção de Renato Santos, o monólogo é uma imersão profunda e sensível nos 56 anos de união entre Zélia Gattai e Jorge Amado. A peça utiliza a memória musical e literária do casal para transportar o público até a famosa residência do Rio Vermelho, em Salvador — um espaço que foi o coração da cultura brasileira no século XX, recebendo figuras como Pablo Neruda, Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Uma Década de Vivência e Transformação

Idealizado por Luciana Borghi, o projeto nasceu em 2016, no centenário de Zélia Gattai, estreando no próprio Memorial da Casa do Rio Vermelho, na Bahia. Ao longo desta década, a interpretação de Luciana se lapidou, trazendo hoje uma Zélia ainda mais íntima e vibrante.

“Me mudei para a Bahia para estudar a vida deles, entrevistei amigos e criei laços com a família. Precisava vivenciar aquele universo, a casa, não como visita, mas como quem habita aquelas memórias”, conta Luciana. No palco, ela dá voz à Zélia contadora de histórias, que começou a escrever aos 63 anos e se tornou uma das maiores memorialistas do Brasil.

A Dramaturgia do Afeto

A estrutura do espetáculo é fundamentada nos livros de Zélia, mantendo um formato de narrativa direta de lembranças emocionais. Na interpretação de Luciana, a personagem Zélia Gattai por vezes se confunde com as icônicas figuras femininas da obra de Jorge Amado: ora apaixonada como Dona Flor, ora guerreira como Tereza Batista.

O repertório musical, elemento central da peça, evoca o universo sonoro que preenchia a casa. A música conduz a cena, revelando os estados de espírito de Zélia e o clima de um Brasil de grandes compositores. “A ideia é transpor a literatura brasileira para o palco através de um teatro intimista, próximo à contação de história”, detalha a atriz.

Estética e Memória

O cenário de Renato Santos reforça o tom de recordação: caixas de papelão espalhadas pelo palco guardam objetos que evocam a vida do casal, como máquinas de escrever, discos de vinil e fotografias. O figurino, assinado por Goya Lopes, é inspirado nos bordados que Zélia tanto gostava, fruto de pesquisas sobre os países que o casal visitou.

Para Paloma Amado, filha dos escritores, a peça é um reencontro emocionante: “Surge Luciana/Zélia com a mesma doçura, a mesma força, o mesmo rosto delicado. É uma felicidade que o público possa conhecer mais de minha mãe pelas mãos e sensibilidade da Luciana”.

Serviço
Temporada – 02 a 24 de maio
Centro Cultural Justiça Federal (CCJF)
Av. Rio Branco, 241 – Centro

Sábados e domingos às 16h
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 12 anos

Lotação: 141 lugares
Ingressos: R$ 60,00 – inteira e R$ 30,00 – meia
Vendas Sympla
https://www.sympla.com.br/produtor/lamparinaproducoes


Raquel Morais
Registro profissional: 33098/RJ

Crédito 📸 Foto  

🚫 Proibida a reprodução das imagens sem autorização expressa do autor, conforme a Lei nº 9.610 – Direitos Autorais.